As Minas da Panasqueira, localizadas na Barroca Grande (Covilhã), operam desde o final do século XIX (aprox. 1898), sendo um dos principais produtores mundiais de volfrâmio (tungsténio), estanho e cobre. Com mais de 127 anos de história, a mina teve o seu apogeu durante as Guerras Mundiais devido à procura de armamento. A exploração, gerida pela Almonty Industries, mantém-se ativa com cerca de 300 trabalhadores e uma extensa rede subterrânea.
História e Evolução:
- Fundação (Finais do Séc. XIX): A exploração começou por volta de 1898, com as primeiras concessões para volfrâmio na região.
- Guerras Mundiais: A procura de volfrâmio para endurecer ligas metálicas na indústria bélica impulsionou a mina, tornando-a uma das maiores do país e da Europa.
- Empresas e Propriedade: Desde 1910, a exploração foi gerida por empresas como a Wolfram Mining & Smelting Co. Ltd., seguidamente a Beralt Tin & Wolfram (Portugal) S.A., e atualmente sob o grupo canadiano Almonty Industries.
- Crises e Modernização: O preço do volfrâmio oscilou drasticamente, nomeadamente após a II Guerra Mundial e na década de 90, levando a fechos temporários, como em 1993, com reabertura em 1995. A mecanização, como a introdução de ar comprimido (1930) e locomotivas, substituiu a tração animal e aumentou a produtividade.
- Método de Exploração: A mina utiliza o método de "câmaras e pilares" para extrair minério a grandes profundidades.
- Património Cultural: O Museu Mineiro na Barroca Grande preserva a história, utensílios e amostras minerais da região, destacando-se o volfrâmio, cassiterite e cobre.
A Panasqueira é também conhecida pela sua forte identidade comunitária, com a vida local organizada em torno da atividade mineira e da figura de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros.

