Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira STIM
A greve na Somincor em 2017 foi um período de forte conflito laboral iniciado em outubro de 2017, o braço de ferro com a administração (grupo Lundin Mining) estendeu-se até ao final do ano, com vários períodos de paralisação que impactaram significativamente a produção.
Reivindicações Principais
Melhoria de Condições: Os trabalhadores exigiam a humanização dos horários de trabalho, nomeadamente o fim do regime de laboração contínua no fundo da mina.
Progressão na Carreira: Exigências sobre carreiras profissionais e revisão da política de prémios, que os sindicatos consideravam ser alvo de alterações unilaterais pela empresa.
Reforma Antecipada: Pedido de um protocolo entre a empresa e a Segurança Social para a antecipação da idade de reforma de setores específicos (lavarias, pastefill e backfill).
Fim da Coação: O sindicato denunciou pressão e "coação" por parte da administração contra os trabalhadores que aderiam à greve.
Ações e Impacto
Greves Sucessivas: Após o início em outubro, seguiram-se greves em novembro e dezembro (22, 27 e 29 de dezembro), com elevada adesão.
Paralisação da Produção: A greve parou a extração de minério, registando-se um balanço de "produção zero" em vários dias de paralisação.
Intervenção da GNR: Houve relatos de intervenção da GNR para tentar contornar os piquetes de greve, algo criticado pelos representantes dos trabalhadores.
Adesão: No início, a greve teve uma adesão de cerca de 17% segundo algumas fontes, mas com alto impacto operacional.