Minas de Aljustrel no seu PASSADO...

Escrito em 28/01/2026
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira STIM


As minas de Aljustrel, no Alentejo, possuem mais de 5000 anos de história, sendo um dos maiores jazigos de sulfuretos da Faixa Piritosa Ibérica. Com auge na época romana (Vipasca) e intensa exploração industrial nos séculos XIX/XX (cobre, zinco, pirite), a mina foi nacionalizada em 1975 e é hoje explorada pela ALMINA. 

Pontos-chave da História:

Antiguidade: Exploradas desde o Calcolítico, atingiram o apogeu sob o Império Romano. As célebres "Tábuas de Bronze de Vipasca" (séc. I/II d.C.) regulavam a atividade mineira, evidenciando a extração de cobre e prata.

Século XIX e XX: Após um período de inatividade, a mineração retomou com força. A companhia belga Société Anonyme Belge des Mines d'Aljustrel (1898) marcou o início da era industrial, extraindo pirite para exportação.

Luta Social: O operariado mineiro foi pioneiro nas reivindicações laborais, destacando-se a greve de 1922-1923 e os confrontos com a GNR, nomeadamente na década de 1960.

Nacionalização e Atualidade: Após o 25 de Abril, a mina foi nacionalizada em 1975 (Pirites Alentejanas). Enfrentou suspensões técnicas e crises financeiras, sendo adquirida em 2009 pela ALMINA - Minas do Alentejo, S.A., que mantém a exploração ativa.

Património: O Parque Mineiro de Aljustrel preserva a memória da arqueologia industrial e a ligação da vila a esta atividade. 


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