As minas de Aljustrel, no Alentejo, possuem mais de 5000 anos de história, sendo um dos maiores jazigos de sulfuretos da Faixa Piritosa Ibérica. Com auge na época romana (Vipasca) e intensa exploração industrial nos séculos XIX/XX (cobre, zinco, pirite), a mina foi nacionalizada em 1975 e é hoje explorada pela ALMINA.
Pontos-chave da História:
Antiguidade: Exploradas desde o Calcolítico, atingiram o apogeu sob o Império Romano. As célebres "Tábuas de Bronze de Vipasca" (séc. I/II d.C.) regulavam a atividade mineira, evidenciando a extração de cobre e prata.
Século XIX e XX: Após um período de inatividade, a mineração retomou com força. A companhia belga Société Anonyme Belge des Mines d'Aljustrel (1898) marcou o início da era industrial, extraindo pirite para exportação.
Luta Social: O operariado mineiro foi pioneiro nas reivindicações laborais, destacando-se a greve de 1922-1923 e os confrontos com a GNR, nomeadamente na década de 1960.
Nacionalização e Atualidade: Após o 25 de Abril, a mina foi nacionalizada em 1975 (Pirites Alentejanas). Enfrentou suspensões técnicas e crises financeiras, sendo adquirida em 2009 pela ALMINA - Minas do Alentejo, S.A., que mantém a exploração ativa.
Património: O Parque Mineiro de Aljustrel preserva a memória da arqueologia industrial e a ligação da vila a esta atividade.