A greve de 1922-1923 nas minas de Aljustrel, que assinalou o seu centenário recentemente, foi um marco de luta operária contra más condições e exploração, durando cerca de 4 meses. A paralisação, apoiada pela CGT e pelo jornal A Batalha, incluiu a evacuação de crianças por fome e foi reprimida pela GNR.
Aqui estão os detalhes chave sobre este evento histórico:
Contexto e Duração: A greve começou a 3 de outubro de 1922 e prolongou-se até janeiro de 1923, sendo uma das mais longas e significativas da região.
Motivos: Os trabalhadores exigiam melhores salários, condições de trabalho dignas e salário fixo, lutando contra a administração da Societé Anonyme Belge des Mines d'Aljustrel.
Solidariedade: Devido à fome extrema, a CGT organizou o transporte de centenas de filhos de mineiros para serem acolhidos por famílias em Lisboa, Beja e Barreiro.
Repressão e Consequências: A greve foi violentamente reprimida pela GNR, resultando em cerca de 120 detidos e 14 levados a julgamento.
Comemorações: Em 2022/2023, o centenário foi assinalado com exposições (como "Aljustrel - 100 anos, do fundo à superfície" na sede do STIM) e a publicação de um livro, homenageando a combatividade dos mineiros.
Esta greve faz parte de um longo historial de luta laboral na região, que incluiu outros momentos de forte repressão, como em 1962.